O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a polêmica referências ao nazismo em vídeo divulgado nas redes sociais. Conforme o Estado de São Paulo, a situação de Alvim ficou “insustentável”. Auxiliares próximos ao presidente conversaram com a reportagem após repercussão de vídeo divulgado em Twitter da Secretaria Especial da Cultura.
O vídeo foi gravado para lançar o Prêmio Nacional das Artes. No entanto, o conteúdo da gravação chamou a atenção pela estética com ares de nazismo. Penteado como Goebbels, Alvim copia várias falas de um discurso de 1933, realizado no hotel Kaiserhof, em Berlim, para diretores de teatro. Ao fundo, escuta-se a composição “Lohengrin” de Richard Wagner, músico predileto de Hitler.
Tudo começou quando, na noite de quinta, 16, em vídeo para anunciar o Prêmio Nacional das Artes, o secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, ao som de Wagner, citou textualmente trechos de um discurso do ideólogo nazista Joseph Goebbels. https://t.co/LVdjQROOWJ pic.twitter.com/1sgQWGJniz
— BR Político (@brpolitico) January 17, 2020
“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais. As falas são muito semelhantes ao que é citado em biografia de Goebbels.
No Facebook, Alvim tentou se explicar e disse que “foi apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica”. A explicação, no entanto, não foi suficiente para diminuir a crise. Diversas autoridades se manifestaram publicamente solicitando a exoneração do secretário.