O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), tem se esquivado de declarar sua preferência política no segundo turno das eleições presidenciais. O prefeito, que é do mesmo partido de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, tende a se posicionar na neutralidade, contrário de outros prefeitos pelo Brasil, que aderiram a Bolsonaro (PL) ou Lula (PT).
Marcelo Belinati esteve com Lula em março deste ano, na ocasião em que o ex-presidente veio à Londrina para um ato no assentamento Eli Vive, no distrito de Lerroville. O vice-prefeito, João Mendonça (PP) posou ao lado de Belinati, Gleisi e Lula, com um boné do MST.
Mas o mesmo Belinati também recebeu Bolsonaro, quando o presidente visitou a Exposição Agropecuária (ExpoLondrina) em abril. Assim como fez com Lula, sorriu e tirou foto ao lado do chefe do executivo, sem deixar escapar sua posição de neutralidade.
Nas redes sociais, o prefeito londrinense faz críticas veladas, sem citar Bolsonaro, mas apontando contradições dos seguidores do presidente. Médico, na pandemia Belinati teceu duras críticas ao negacionismo da vacina, e até apontou que um caso suspeito de poliomielite no Pará pode ser reflexo das críticas à vacinação contra a Covid-19.
Em outra publicação, Belinati descreve uma das pesquisas eleitorais divulgadas no primeiro turno, onde Lula aparecia com 51% e poderia vencer as eleições.
Por mais de uma vez, a reportagem perguntou a Marcelo quem ele apoiaria para presidente, mas ele evitou respostas.
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